flavia sammarone


titulo em aberto

Título em Aberto

Instalação

2002

MariAntonia  – Centro Universitário da Usp

 

 

 

 

 

 

 

 

A obra de Flavia Sammarone atualiza a crítica social dos anos 70, amplificando as polaridades urbanas produzidas pelas desigualdades dos grandes centros,agora de modo irônico e bem-humorado.Otema central é a  integração entre os extremos da pobreza e da riqueza.Se, no começo, a postura da artista era de total indignação, hoje Sammarone busca um convívio mais prospectivo entre esses mundos, produzindo contextos utópicos de paisagens urbanas reincorporadas.                   

A operacionalização desses novos contextos se dá pela beleza construtiva da imagem, presente já em seus primeiros trabalhos, a exemplo de Mostruário de Decoração (2000), produzido com diversos materiais recolhidos em favelas.A artista retoma o pensamento construtivo, a partir da admiração pelas vanguardas russas e das andanças pelas submoradias da cidade, de onde resgata a atraente estrutura visual da estética do improviso, ao mesmo tempo frágil e racional.

Título em Aberto promove um percurso pelos tr~es diferentes mundos:a favela, os jardins e a utopia do convívio.Nele, as postas estão dispostas de modo a brirem-se a situações urbanas que vão da sala de estar às ruas da periferia, passando pela resignação do próprio cidadão.Na primeira porta, um espelho colocado atrás de uma pequena grade reflete de maneira distorcida a imagem do visitante.A fixação pelas portas. que deu origem à série, refaz o percurso da artista.No circuito da vida, são apresentados contextos emblemáticos da grande metrópole, como a divisão do público/privado através do olho mágico e a imagem da violência entreaberta.

Os contrastes que experiencia ao visitar esses lugares periféricos mobilizam sua ação em direção a proposições urbanas, por vezes irônicas, que buscam uma convivência mais integrada da paisagem.As imagens revelam o limite da incorporação das diferenças, num contexto de habitabilidade forçosamante harmonica.Nesse sentido, o desejo do convício se traduz em um desejo de civilidade.

Tatiana Ferraz


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